Se uma criança não é treinada a esperar, criar, negociar, ceder e a se frustrar, ela estará, de certa forma, se tornando “aleijada”.

É como fazê-la andar com as pernas amarradas. Ela tenderá a ficar gastona, birrenta, mimada, neurótica, depressiva e até talvez drogada no futuro, pois precisará sempre de algo externo a si para se acalmar ou ser feliz. É na infância e na adolescência que se forma a tão importante autonomia, base essencial da felicidade e do sucesso profissional.

Vemos hoje, a todo momento, as crianças e adolescentes com celulares e tablets sendo hiper estimuladas.

Elas não se frustram nunca. Isso ocorre porque os pais (muitas vezes por não saber) narcisicamente agem a partir do pensamento de “Não quero ser um mau pai”, “Quero ser amiga da minha filha”, “Não quero que meu filho fique de birra comigo”. Por isso, tão frequentemente acabam induzindo seus filhos a serem “aleijados” emocionalmente. Todo pai, toda mãe, quer fazer seu filho feliz, porém, ocorre aqui dois erros básicos: em primeiro lugar, não é possível fazer o outro feliz. A felicidade é uma construção do próprio indivíduo e o papel dos pais é estimular que os filhos desenvolvam virtudes que os afastem dos vícios adquiridos pela superproteção e pela atitude de imperadores e imperatrizes, incapazes de se contentar e se sustentar emocionalmente. E também, confunde-se facilmente a obtenção de prazeres e privilégios com a verdadeira felicidade.

A Síndrome do Imperador deixa os filhos atormentados e dependentes emocionalmente. Na escola desafiam e confrontam os professores que tentam transmitir-lhe conhecimentos, valores e limites. As relações entre a família e a escola precisam ser muito melhor trabalhadas para que o ambiente escolar seja percebido por todos como aquele em que há respeito mútuo e crescimento de todos os envolvidos.

A distância entre o que sonhamos e o que conquistamos depende em grande parte de nossas próprias atitudes.

Este livro é um convite à percepção e a uma revisão de consciências para que, enquanto adultos responsáveis, sejamos capazes de inspirar as novas gerações a se aproximarem da melhor versão de si mesmas.

A revolução da educação começa dentro de cada um de nós e perpassa as situações mais simples do dia a dia, que são aqui examinadas com um olhar atento e com propostas práticas.